Começamos na quinta-feira, dia 7 de Abril, o projeto Chefe Aprendiz Campo Limpo.
Apesar de ser a segunda edição, os preparativos, os aventais, as compras, o material, as apostilas e tudo mais foram suficientes para dar aquele “frio a barriga”.
Chegamos na Estrela Nova e os jovens estavam lá sentados para nossa primeira conversa.
No começo todos muito quietinhos, tímidos e eu, tagarela que sou, contei um pouco da minha trajetória e de onde tinha surgido a ideia do projeto.
Contei do esforço que os jovens da edição anterior fizeram, trabalhando voluntariamente para ajudar a arrecadar parte do dinheiro que financiou essa segunda edição e enviei minha gratidão mentalmente, mais uma vez, para eles. Quero deixa registrado aqui neste primeiro post “oficial” que, sem a força de Paraisópolis, Campo Limpo não seria uma realidade hoje. MUITO grata!
E aí depois de conversas, combinados e histórias começamos de fato para a primeira aula teórica e depois prática que o Bruno vai contar melhor pra gente depois.
Temos um longo caminho até Agosto para ser percorrido. Aos poucos vamos nos conhecendo. O mais legal desse “frio na barriga” que sempre é seguido de uma gratidão que não me cabe no peito no caminho de volta pra casa, é experimentar o “novo”, o “recomeço”. Ainda que com traços do que já foi, é uma nova possibilidade, um novo olhar, novas vidas e um novo livro que começou a ser escrito nesta última quinta-feira. Nada me deixa mais feliz do que me conectar com pessoas, e não pelo virtual, mas na vida real. Olhar no olho de jovens com garra, com vontade, cheios de potencial, prontos para enfrentar “o novo”, para acolher o desconhecido e confiar em um processo, em pessoas, em mim.
Agradeço a acolhida do movimento comunitário Estrela Nova e agradeço aos jovens que se inscreveram para participar do Chefe Aprendiz e deram a chance da gastronomia entrar em suas vidas não só como uma possibilidade de inserção profissional, mas de novos vínculos e formas de amar aos outros.
Vamos juntos!

Por Beatriz Mansberger.